10/04/2010
por vivillí gomes
Assisto muito pouco TV mas naquele dia cheguei em casa mais cedo e ao ligá-la e passear pelos canais deparo-me com a imagem daquele moço que me era conhecida. Parei o controle remoto: nossa é o Guilherme de Pádua! Deixei um pouco e comecei a ouvir e observar sua postura e do ratinho. Comecei a sentir um mal-estar muito grande e decidi mudar de canal e nada mais ver. Pensei muitas coisas neste lapso de tempo: 1.Como uma TV dá espaço para uma pessoa que mobilizou negativamente a opinião pública tão intensamente. 2. Mesmo tendo já cumprido a pena sabe-se que isso é questionável porque em outros países a pena para a crueldade cometida teria sido muito maior, quiçá prisão perpétua ou pena de morte. 3. A cara de pau, melhor dizendo, a frieza com que falava sobre o assunto, que tanto mexia comigo, chegando quase a náuseas, e que ele, o assassino da moça, falava tranquilamente relembrando fatos tão difíceis de relembrar por pessoas normais: comportamento sádico do rapaz, eu diria, típico de um psicopata. Uma pessoa normal, arrependida do fato, estaria envergonhada e não aceitaria vir à público tocar no assunto.3. O auto-controle do ratinho visivelmente afetado e percebido por qualquer mero observador e mais tecnicamente por um profissional da saúde mental, algo bastante forçado: estava vendo a hora que o ratinho iria encaminhar-se para suas explosões normais e corriqueiras no programa. Aquele não era o ratinho! 4. Considero esse ato do SBT uma ofensa a opinião pública brasileira, aos amigos, aos parentes e principalmente a Glória Peres. Se eu fosse a Glória entraria com um processo contra o SBT. Sim, o assassino foi preso, julgado, condenado e libertado. Tudo bem, ele é um cidadão com seus plenos direitos recuperados. Mas, o outro lado? Ah! a Daniela foi assassinada e não tem direito à ressurreição e voltar do além e viver sua vida normal. Em assassinatos, ainda mais desse tipo com requintes de crueldade onde não tem volta para a pessoa que se foi, penso que não deva haver volta para aquele que a fez forçadamente sair desta vida. Assim, a pena neste caso, como não sou a favor da pena de morte, deveria ser perpétua, como é perpétua ou eterna a vida concedida a Daniela. Por isso não é correto trazê-lo à público como se tudo tivesse voltado a estaca zero porque quem gerou, criou, educou aquela menina e a viu desabrochar como atriz linda e cheia de vida não a tem consigo e compartilhando da sua presença. Quem seria Daniela agora? Uma grande atriz global, de cinema, de teatro? Que prêmios teria ganho por sua atuação? Que belas atuações teria nos proporcionado e qual a contribuição artística e cultural que poderia ter dado ao Brasil? Vida ceifada. Vejam que as oportunidades são bem diferentes, o que demonstra a injustiça da justiça.
Veja reportagem e comentários em: http://www.reporterdiario.com/site/noticia.php?id=182746&secao=3
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário